O que vale é intenção! Foi exatamente com este pensamento que entramos para competição de jantares do Costa Gourmet. Somos o casal Carlinhos e Viviane e iremos detalhar como foi essa noite, que acabou se tornando um grande desafio para nós.
Antes de tudo, gostaríamos de falar um pouco sobre nossa experiência na cozinha. De uma forma bem sincera: zero! Como assim, zero? Sempre “cozinhamos” o trivial. Para nós, o importante sempre foi o sabor. Ficou gostoso? Tudo certo, então! Senão, a culpa era do fogo alto, das panelas, do tempo de preparo... Sempre preparávamos nossas refeições e a de nossos amigos, coitados, às cegas. Não tínhamos parâmetros e não seguíamos receitas.
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| Cardápio e Decoração |
Aceitamos o desafio, imaginando que seria algo simples, nada muito rebuscado. Mas fomos surpreendidos com o jantar Mil e Uma Noites, dos nossos primos Greice e Fred. Foi ali que vimos o tamanho da responsabilidade que tínhamos pela frente. Remeteu-nos muito aos tempos de colégio, quando a professora passava aquele p#$% trabalho para o próximo mês valendo a nota mais alta do semestre de um assunto que você não fazia a menor ideia. No entanto, acreditamos no nosso potencial e decidimos ir em frente.
Primeiro ponto: tínhamos que definir algum tema. Pensamos em vários, mas queríamos algum que casasse com coquetéis. Depois de vários dias pensando e refinando nossas buscas pela internet, decidimos pelo jantar caribenho ao encontrarmos um festival sobre o mesmo tema, realizado em São Paulo.
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| Os drinks |
Segundo ponto: o desenrolar das refeições. Testamos diversas receitas do gênero, até chegarmos a um veredito baseado nos pratos daquele festival. Escolhemos preparar um ceviche Cartagenero como entrada, arroz San Juan como prato principal e um flan de coco para sobremesa. Isso tudo extrapolava nossos conhecimentos sobre o que era cozinhar. Enquanto isso, os outros jantares iam acontecendo e o nível só aumentando como, por exemplo: Codornas em Sarcófago, do tema Sabores do Cinema do casal, Luciano e Kamila. Cada vez que participávamos dos jantares na casa dos primos, víamos a dedicação e o empenho de cada um em fazer o melhor de si. Tínhamos que caprichar, pelo menos para manter o nível.
Em paralelo, ainda faltava aprender o preparo dos coquetéis. Não era de nosso costume apreciá-los, por isso, retornamos às pesquisas para descobrir qual deles iriam melhor harmonizar com os pratos escolhidos. Resolvemos então pelos seguintes: Mojitos, Margarita, Piña Colada e Cuba Libre.
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| Ceviche Cartagenero de entrada; Arroz San Juan com lombo de porco e vinagrete de banana da terra de prato principal e flan de coco para sobremesa |
Terceiro ponto: a decoração. Pensamos em construir uma casa na árvore (risos). Brincadeira à parte, ficamos tão envolvidos com esse jantar que queríamos dar o máximo de nós. Pensamos em um monte de coisas, chegando até sermos meio deslumbrados. No entanto, depois de irmos ao jantar Sertão Gourmet, do casal Fernando e Bárbara, e observar o que eles conseguiram fazer em um espaço de 12m², tivemos a clara ideia do que queríamos como decoração. Neste espaço aqui, gostaríamos de agradecer ao Vicente Costa por ter-nos ajudado com esta parte. Muito obrigado pelo empréstimo das bananeiras (Risos) e dos demais acessórios.
Passados quase seis meses desde o primeiro encontro chegou, enfim, a nossa vez. Durante esse período, aprendemos que cozinhar envolve mais do que técnica. Envolve tradição, identidade, carinho e principalmente amor por aquilo que irá preparar. E não adianta você ter tudo isso sem ter bons amigos para compartilhar. Ainda somos uma negação na cozinha, mas aquele Zero virou, agora, um provável 0,5. Somos ganhadores, pois tivemos o privilegio de passar momentos inesquecíveis com pessoas maravilhosas. Iremos continuar aprendendo, pois agora vamos começar a cozinhar tentando entender o porquê de cada coisa e literalmente se tornou nosso Hobby. Estamos ansiosos pela próxima edição!




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